27 de julho de 2010

Espelhos Partidos



Quando me olhei no espelho eu me assustei...
Meu rosto sorria de mim e eu não era eu

Minha felicidade um turvo borrão,
Manchando minhas angustias e o prazer do viver

Meus medos eram monstros terríveis a me olhar,
No beco sem saída em que me adentrei...

A saída desse caminho, lembrei que esqueci,
E chorando as estrelas de minh'alma me perdi...

Até busquei seu sorriso, mas cadê?
Até lutei contro o abismo onde me atirei...

Na minha queda incessante o vento soprou forte
Machucando minha vista, perdi meu norte...

Não liguei no momento pois meu guia é o sul
Onde as cores de lilás no meu peito se tornou azul

Meu medo, morreu... junto a mim...
A solidão ficou, de onde um dia parti

A guerra se fez e minha morada é a solidão
Onde meus sonhos partidos me deixaram ajoelhado no chão...

21 de julho de 2010

Convalecença




Por mais estúpida que possa parecer
A convalecença de minh'alma é gradual...

Busco os mais altos níveis de consciência
Na minha busca pessoal e espiritual...

Morro a cada novo dia em busca de paz,
A interior que perdi a muito tempo atrás...

Hoje cedo chorei... mas o medo...
Esse foi embora junto com meus anseios...

Lagrimas prateadas que escorreram de meus olhos,
Só me fazem crer do que está além...

De mim... de ti... de nossas vidas!
Do nosso querer... viver... e morrer...

16 de julho de 2010

MEU AMIGO... MINHA VIDA... MEU AMOR!


HOJE ESTAVA DESESPERADO... PERCEBI LOGO CEDO QUE O FIM ESTAVA PERTO...

O MEDO DE MORRER NUNCA ME PERTENCEU, ATÉ ONTEM A NOITE...

PODERIA ENTRAR EM DETALHES, CONTAR MINHA HISTÓRIA E ATÉ EXPLICAR TUDO ISSO...

MAS NÃO... TUDO QUE ME CIRCUNDA, MINHAS MENTIRAS, MINHAS VERDADES;
TODOS OS MEUS DIAS SÃO MEUS E DE MAIS NINGUÉM...

HOJE CHOREI PELA MANHÃ... SENTI MEDO... MEDO DE TER MEDO DE MIM!
MEDO DE ME SENTIR SOZINHO... DE FICAR SEMPRE SÓ...

MAS UM AMIGO SE APROXIMOU, ME DEU CARINHO, SORRISO LINDO E SINCERO...
MEU AMIGO DE HOJE E SEMPRE... VERDADEIRO E HONESTO COMIGO...

MEU AMIGO DESDE QUANDO EU NÃO ERA AMIGO DELE... MAS NO FUNDO SEMPRE FUI...

OBRIGADO AMIGO!
OBRIGADO JESUS!

30 de junho de 2010

O AMOR É O MAIS IMPORTANTE NA VIDA!
NÃO IMPORTA ONDE, NEM QUANDO E MENOS AINDA O PORQUE...

O QUE IMPORTA É AMAR...

CARLOS FALCÃO

As mascaras caem...


















Um dia eu sei que as mascaras caem...
Um dia eu sei que ficarei só...
Um dia eu sei que os companheiros sumirão...
Um dia eu sei que a vida irá me deixar...

Mas e eu? Será que já não deixei a vida passar?
Não... não deixei...
Aproveito a cada novo momento,
Todas as formas de vida que me é permitido...

Não a minha máscara não irá cair...
Não hoje, e nem nunca...

Pois não tenho máscaras... não tenho outra imagem...
Não me reflito no espelho da vida!

Não, minha máscara é a carapuça que visto...
E assumo... pois sou verdadeiro... sou sincero...
Sou único... Isso sim; Único!

Pois amo aqueles que me amam..
Amo até os que não me amam...
Sei amar até os que me odeiam...
Pois há muito eu aprendi... e entendo...
A verdadeira essência do amor!


Carlos Falcão

29 de junho de 2010

Atenção no texto!

25 de junho de 2010

O Piano (a pianista)



Dedos suaves tocam as teclas brancas e pretas,
em tons densos o leve vibrar das cordas,
a força delicada dos martelos a propulsar,
a arte em forma de sensações...

Sua afinação que mostra o caminho dos ventos,
nos toques que se assemelham ao lindo soprar,
em contornos de arte e de sentimentos,
o som doce e intenso n'alma a penetrar...

As lagrimas que nesse momento rolam a face,
da linda pianista, parecendo dor,
mostram em seu semblante tamanha destreza,
e pelo seu oficio um imenso amor...

És bela melodia que toca o ambiente,
de olhos serrados, sem ver posso sentir,
és maravilha infinda disso tenho certeza,
tamanha sensação que querendo chorar me faz sorrir...

Bela pianista, toque sua arte,
nunca pare a menos que queira,
não queira e menos que necessite,
não necessite a menos que o amor morra...

E se um dia o amor morrer,
peço-lhe um último pedido do meu querer,
sente à frente de seu piano e toque,
pois tens em suas mãos o dom de o amor reviver!

27 de abril de 2010

Enfim o Fim!












Hoje acordei cedo, coloquei minha melhor roupa,
Me olhei no espelho, e tive orgulo de mim...
Chorei por lembrar de minha mãe,
Por querer o abraço forte de meu pai,
E estar sempre tão longe de meus irmãos...

Fiz carinho em meu gato,
Botei o lixo pra fora e isso me fez refletir,
Na noite que findou amei aquela que realmente me ama...
Minha noite foi ruim após isso, pois não dormi,
Não sonhei... e como pedra no sapato, chorei

Não tenho dor em meu peito,
Ela há muito partiu, rasgou a carne e dilacerou o querer,
Não tenho mágoa e nem sentimento,
Mas a insistência em querer saber do meu querer,
Isso me faz mal, a mim e meu amor...

Hoje acordei cedo, tomei meu banho demorado,
Coloquei a roupa da luta e olhei nos meus olhos...
O espelho é o inverso do que somos,
Minha beleza é feia e até acredito em mim...
Meu medo é minha coragem,
E na hora que chorei... sorri...

O dia tá chuvoso, o frio aparecei,
Lembrei dos meus medos e então pensei...
Veio o esperado, momento crucial,
Tentei evitar o inevitável, isso me fez mal...
Recebi a encomenda de cara e peito aberto,
Coloquei a pedra em cima do pergaminho, fiz o correto

Foi a hora mais marcante posso dizer a mais feliz,
A dor que era sufocante, virá em forma de dor maior,
Estou preparado para a briga, na verade sempre estive,
A dor que virá não será para mim,
Pois agora sei que enfim veio o Fim!

14 de novembro de 2009

Alma Inquieta




Tenho minh'alma inquieta,
Devido as agruras do mundo,
Tenho meu medo oculto,
Nos sons dos dizeres surdos


Sou a essência da vida toda,
De uma familia que se deve respeitar,
Aprendi que sou fruto do amor,
E ensino aos meus a amar


Minh'alma é inquieta devido ao tempo,
Que se passa pelo relógio implacável,
Não sei se terei muito tempo,
De mostrar que o amor é interminável


Não esmoreço perante as adversidades,
Nem tão menos me encosto nas entrelinhas,
Pois se busco algo é a felicidade,
Do saber o que é o amar de minha família


Me forjei no aço das purezas do amor,
Me entreguei aos braços do meu querer,
Me deixo levar pelos caminhos onde vou,
Mas não desisto do amor do saber


Carlos Falcão

10 de novembro de 2009

"Paralelos"



A reta de minha alma,
Está na curva de seu semblante,
Eu não me acho,
Muito menos te encontro,

Pois nem sei ao certo onde me perdi,

E derrapando em seus seios,
Desfiguro-me em desespero,
Entreteço-me e desnorteio, ajoelho e rezo,
Sou inseguro em minhas partes,

Onde a vida é no paralelo,
Nossos caminhos, nossas vidas,
Que se cruzam e se separam,
Nossos martírios e guerrilhas
Nos paralelos de nossos lábios.

Confronto-te e me encontro,
Devoro-te, e te decoro,
Procuro-te em meus sentimentos
E não acho,
São paralelos do meu fracasso...

Sou tudo isso e quase nada,
Sou amor, paixão e exatidão,
Procuro afagos em seus carinhos,
Procuro amor em suas mãos,
E no instante que me desespero,
Seu semblante é quem me acompanha.

Somos paralelos em nossas vidas,
Somos base e cume da mesma montanha.
Sim e não no talvez...
Esperança que se desfez.